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sábado, 1 de novembro de 2014

SOBRE A VIA CRUCIS DO CORPO

Bom dia, novembro!
Bom dia, amigos leitores, bom dia mundo!


Hoje eu escolhi falar daquela que como todos já sabem é a minha maior inspiração no quesito literatura, CLARICE LISPECTOR e se tem uma frase que descreve o que eu sinto pela sua escrita é essa: “Clarice não escrevia em português, escrevia em Lispector”, e sabe por quê? Porque seu estilo é único, por mais que tentemos (e olha que eu tento) jamais conseguimos chegar perto da perfeição que é seus textos.

Livro: A Via Crucis do Corpo
Editora: Rocco
Autora: Clarice Lispector
Páginas: 78
Contos: 13 (Mas, poderia ser 14)

E para vocês terem uma idéia do que eu sinto quando estou lendo Clarice, é mais ou menos assim: eu sinto arrepios, eu sinto como se ela estivesse falando pessoalmente comigo e mais, eu consigo ouvir sua voz. Na EXPLICAÇÃO do livro “A via Crucis do Corpo” eu já fiquei completamente encantado quando ela diz que quem mais sofreu com todas as histórias contadas ali foi ela mesma, porque ali têm histórias contundentes. Ela ainda diz mais:

“Quero apenas avisar que não escrevo por dinheiro e sim por impulso”.

E eis que eu repito aquela frase que todos já estão carecas de saberem: Como não amá-la?


“Uma pessoa leu meus contos e disse que aquilo não era literatura, era lixo. Concordo. Mas há hora para tudo. Há também à hora do lixo. Este livro (A via Crucis do Corpo) é um pouco triste porque eu descobri, como criança boba, que este é um mundo cão”.

E ela continua...

“É um livro de treze histórias. Mas poderia ser de quatorze. Eu não quero”.

Sim, A Via Crucis do Corpo é um livro de quatorze histórias, isso porque a Explicação antes do primeiro conto é um belo conto, a melhor história...

Eu não vou fazer resenha de cada conto aqui, até porque são contos curtos e eu acabaria estragando sua chance de se deliciar com cada letra da escrita da minha amada Clarice.

“Eu que entendo o corpo. E suas cruéis exigências. Sempre conheci o corpo. O seu vórtice estonteante. O corpo grave”.
(Personagem meu ainda sem nome)

“Quem viu jamais vida amorosa que não a visse afogada nas lágrimas do desastre ou do arrependimento?”
(Não sei de quem é)

Sendo assim, eu reservei um breve (longo) espaço para descrever um pouco do que você encontrará ao desbravar cada página desse emocionante e empolgante livro:

                Disse a seu Manuel:
                - Aqui só é superior a mim essa mulher porque ela escreve e eu não.

*

Ele me contou que tinha feito a guerra do Vietnã. E que fora durante dois anos marinheiro. Que se dava muito bem com o mar. E seus olhos se encheram de lágrimas. Eu disse:
- Seja homem e chore, chore quanto quiser; tenha a grande coragem de chorar. Você deve ter muito motivo para chorar.

*

Não é preciso ser triste para ser bem-educado. Vou convidar Chico Buarque, Tom Jobim e Caetano Veloso e que cada um traga a sua viola. Quero alegria, a melancolia me mata aos poucos”.

*

E uma frase contida no conto: “Dia após Dia” que me descreve de uma maneira espetacular:
“Tenho mania de coca-cola e de café”.


           E assim eu me despeço, esperando que você tenha encontrado um motivo para ir a livraria mais próxima comprar e se deliciar com cada letra ordenada por Clarice em A Via Crucis do Corpo, um livro que fala do corpo humano como ele é, dos desejos de cada um e a maneira como o exploramos, um livro que só poderia ser contado em Lispector.

                Um livro pequeno, 78 páginas, mas que com certeza o engrandecerá!

                Bjs e até breve!

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