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domingo, 20 de julho de 2014

Mineirinho de Clarice Lispector



É engraçado como os textos, crônicas, contos de Clarice vem me chamando à atenção a cada dia que passa, ela tem um jeito único de escrever e por mais leigo que a pessoa seja no assunto ele sabe disso, Clarice Lispector era uma escritora que odiava ser vista através do rótulo “autora” ela nunca assumiu ser “escritora” porque ela “só escrevia quando queria” ela não era uma profissional e fazia questão de não ser, Clarice era aquela que em entrevista a Júlio Lerner acendeu um cigarro e continuou a falar, o ato poderia muito bem soar como esnobe, mas não, ela estava sendo somente ela mesma.

Clarice era uma mulher de autenticidade, ela não queria se parecer com ninguém, Ela fazia e falava às coisas que vinham do mais profundo dela mesma, “quando escrevo para adultos eu estou me comunicando com o mais secreto dela mesma” quem foi essa mulher? Aquela que na única entrevista que concedeu a TV se recusou a falar o nome da sua personagem do livro que acabara de escrever, mas não se importou em contar o final... Ah Clarice, linhas me faltam para descrever porque você me chama tanto a atenção, porque você é minha maior fonte de inspiração e porque eu amo tanto ler e refletir os seus textos, um dia ainda chegarei a um por cento de sua genialidade e se assim conseguir serei o homem, escritor mais feliz do mundo.




Domingo, 20 de Julho de 2014, bem, nesse momento eu queria está na rua sabe? Batendo perna por ai, jogando conversa fora ou na praça de alimentação de algum shopping com alguns amigos ou comprando livros novos *---* mas como estou cansado e sem dinheiro resolvi fazer uma postagem nova para o blog, e enquanto reassistia pela enésima vez a entrevista que Clarice Lispector concedeu a TV decidi apresentar a vocês que só conhece Clarice pelas frases do facebook uma crônica que ela escreveu, geniosa, maravilhosa e qualquer outro adjetivo que a possa descrever:

“Mineirinho”

“Eu não me lembro muito bem, já foi a bastante tempo. Alguma coisa assim: o primeiro tiro o espanto, o segundo tiro num sei o que, terceiro tiro coisa, o décimo segundo me atinge e o décimo terceiro sou eu. Eu era... Transformei-me em Mineirinho mascarado pela polícia. Qualquer que tivesse sido o crime dele uma bala bastava o resto era vontade de matar, era prepotência”.
Clarice Lispector, sobre Mineirinho, em entrevista a Júlio Lerner.


Divirtam-se com esse espetáculo de letras e até a próxima pessoal.
Bom domingo a todos, beijos com letras... #Fui


É, suponho que é em mim, como um dos representantes de nós, que devo pro­curar por que está doendo a morte de um facínora. E por que é que mais me adianta contar os treze tiros que mataram Mineirinho do que os seus crimes. Perguntei a minha cozinheira o que pensava sobre o assunto. Vi no seu rosto a pequena convulsão de um conflito, o mal-estar de não entender o que se sente, o de precisar trair sensações contraditórias por não saber como harmonizá-las. Fatos irredutíveis, mas revolta irre­dutível também, a violenta compaixão da revolta. Sentir-se dividido na própria perple­xidade diante de não poder esquecer que Mineirinho era perigoso e já matara demais; e, no entanto nós o queríamos vivo. A cozinheira se fechou um pouco, vendo-me talvez como a justiça que se vinga. Com alguma raiva de mim, que estava mexendo na sua alma, respondeu fria: “O que eu sinto não serve para se dizer. Quem não sabe que Mineirinho era criminoso? Mas tenho certeza de que ele se salvou e já entrou no céu”. Respondi-lhe que “mais do que muita gente que não matou”.

 
Por quê? No entanto a primeira lei, a que protege corpo e vida insubstituíveis, é a de que não matarás. Ela é a minha maior garantia: assim não me matam, porque eu não quero morrer, e assim não me deixam matar, porque ter matado será a escuridão para mim.

Esta é a lei. Mas há alguma coisa que, se me faz ouvir o primeiro e o segundo tiro com um alívio de segurança, no terceiro me deixa alerta, no quarto desassossegada, o quinto e o sexto me cobrem de vergonha, o sétimo e o oitavo eu ouço com o coração batendo de horror, no nono e no décimo minha boca está trêmula, no décimo primeiro digo em espanto o nome de Deus, no décimo segundo chamo meu irmão. O décimo terceiro tiro me assassina — porque eu sou o outro. Porque eu quero ser o outro.

Essa justiça que vela meu sono, eu a repudio, humilhada por precisar dela. Enquanto isso durmo e falsamente me salvo. Nós, os sonsos essenciais.

Para que minha casa funcione, exijo de mim como primeiro dever que eu seja sonsa, que eu não exerça a minha revolta e o meu amor, guardados. Se eu não for sonsa, minha casa estremece. Eu devo ter esquecido que embaixo da casa está o terreno, o chão onde nova casa poderia ser erguida. Enquanto isso dormimos e falsamente nos salvamos.

Até que treze tiros nos acordam, e com horror digo tarde demais — vinte e oito anos depois que Mineirinho nasceu - que ao homem acuado, que a esse não nos matem. Porque sei que ele é o meu erro. E de uma vida inteira, por Deus, o que se salva às vezes é apenas o erro, e eu sei que não nos salvaremos enquanto nosso erro não nos for precioso. Meu erro é o meu espelho, onde vejo o que em silêncio eu fiz de um homem. Meu erro é o modo como vi a vida se abrir na sua carne e me espantei, e vi a matéria de vida, placenta e sangue, a lama viva.

Em Mineirinho se rebentou o meu modo de viver. Como não amá-lo, se ele viveu até o décimo-terceiro tiro o que eu dormia? Sua assustada violência. Sua violência inocente — não nas consequências, mas em si inocente como a de um filho de quem o pai não tomou conta.

Tudo o que nele foi violência é em nós furtivo, e um evita o olhar do outro para não corrermos o risco de nos entendermos. Para que a casa não estre­meça.

A violência rebentada em Mineirinho que só outra mão de homem, a mão da esperança, pousando sobre sua cabeça aturdida e doente, poderia aplacar e fazer com que seus olhos surpreendidos se erguessem e enfim se enchessem de lágrimas. Só depois que um homem é encontrado inerte no chão, sem o gorro e sem os sapatos, vejo que esqueci de lhe ter dito: também eu.

Eu não quero esta casa. Quero uma justiça que tivesse dado chance a uma coisa pura e cheia de desamparo em Mineirinho — essa coisa que move montanhas e é a mesma que o fez gostar “feito doido” de uma mulher, e a mesma que o levou a passar por porta tão estreita que dilacera a nudez; é uma coisa que em nós é tão intensa e límpida como uma grama perigosa de radium, essa coisa é um grão de vida que se for pisado se transforma em algo ameaçador — em amor pisado; essa coisa, que em Mineirinho se tornou punhal, é a mesma que em mim faz com que eu dê água a outro homem, não porque eu tenha água, mas porque, também eu, sei o que é sede; e também eu, que não me perdi, experimentei a perdição.

A justiça prévia, essa não me envergonharia. Já era tempo de, com ironia ou não, sermos mais divinos; se adivinhamos o que seria a bondade de Deus é porque adivinhamos em nós a bondade, aquela que vê o homem antes de ele ser um doente do crime. Continuo, porém, espe­rando que Deus seja o pai, quando sei que um homem pode ser o pai de outro homem.

E continuo a morar na casa fraca. Essa casa, cuja porta protetora eu tranco tão bem, essa casa não resistirá à primeira ventania que fará voar pelos ares uma porta tran­cada. Mas ela está de pé, e Mineirinho viveu por mim a raiva, enquanto eu tive calma.
Foi fuzilado na sua força desorientada, enquanto um deus fabricado no último instante abençoa às pressas a minha maldade organizada e a minha justiça estupidificada: o que sustenta as paredes de minha casa é a certeza de que sempre me justificarei, meus amigos não me justificarão, mas meus inimigos que são os meus cúmplices, esses me cumprimentarão; o que me sustenta é saber que sempre fabricarei um deus à imagem do que eu precisar para dormir tranquila e que outros furtivamente fingirão que esta­mos todos certos e que nada há a fazer.

Tudo isso, sim, pois somos os sonsos essenciais, baluartes de alguma coisa. E, sobretudo procurar não entender.

Porque quem entende desorganiza. Há alguma coisa em nós que desorganizaria tudo — uma coisa que entende. Essa coisa que fica muda diante do homem sem o gorro e sem os sapatos, e para tê-los ele roubou e matou; e fica muda diante do São Jorge de ouro e diamantes. Essa alguma coisa muito séria em mim fica ainda mais séria diante do homem metralhado. Essa alguma coisa é o assassino em mim? Não, é desespero em nós. Feito doidos, nós o conhecemos, a esse homem morto onde a grama de radium se incendiara. Mas só feito doidos, e não como sonsos, o conhecemos. É como doido que entro pela vida que tantas vezes não tem porta, e como doido com­preendo o que é perigoso compreender, e só como doido é que sinto o amor profundo, aquele que se confirma quando vejo que o radium se irradiará de qualquer modo, se não for pela confiança, pela esperança e pelo amor, então miseravelmente pela doente coragem de destruição. Se eu não fosse doido, eu seria oitocentos policiais com oitocentas metralhadoras, e esta seria a minha honorabilidade.

Até que viesse uma justiça um pouco mais doida. Uma que levasse em conta que todos temos que falar por um homem que se desesperou porque neste a fala humana já falhou, ele já é tão mudo que só o bruto grito desarticulado serve de sinalização.

Uma justiça prévia que se lembrasse de que nossa grande luta é a do medo, e que um homem que mata muito é porque teve muito medo. Sobretudo uma justiça que se olhasse a si própria, e que visse que nós todos, lama viva, somos escuros, e por isso nem mesmo a maldade de um homem pode ser entregue à maldade de outro homem: para que este não possa cometer livre e aprovadamente um crime de fuzilamento.

Uma justiça que não se esqueça de que nós todos somos perigosos, e que na hora em que o justiceiro mata, ele não está mais nos protegendo nem querendo eliminar um criminoso, ele está cometendo o seu crime particular, um longamente guardado. Na hora de matar um criminoso - nesse instante está sendo morto um inocente. Não, não é que eu queira o sublime, nem as coisas que foram se tornando as palavras que me fazem dormir tranquila, mistura de perdão, de caridade vaga, nós que nos refugiamos no abstrato.

O que eu quero é muito mais áspero e mais difícil: quero o terreno.

O BLOGUEIRO:
Charles Nascimento - escritor caótico autor do livro ETERNO, sem qualquer compromisso com datas, odeia relógio e horários marcados aspirante a jornalista ou quem sabe enfermeiro, dividido por natureza, técnico em enfermagem nas horas vagas, odeia pessoas cem por cento decididas, afinal a dúvida faz parte da natureza humana. Amante de tudo que lhe faz culto, leitor voraz (claro) e apreciador (admirador) de tudo que Clarice Lispector escreveu, em tempos vagos prefere o silêncio do quarto e o som de curtas-metragens, ama um documentário e dorme enquanto assiste entrevistas de grandes pensadores, ouvir pessoas inteligentes a falar é sua principal motivação para continuar, amigos pra mim tem que ser mente aberta, odeia qualquer forma de preconceito ou discriminação, ditadura? Só em livros de história... Prazer, eu!

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Somos todos psicopatas, um pouco aqui quiçá acolá.


texto: Charles Nascimento


E era tão bondoso, que de mal não lhe possuía nada.
E o que era ‘nada’ perto da amabilidade daquele homem?
Era triste, cavo e solitário, despovoado de alegrias humanas.
Não mentia, não sorria, não brincava...
Nem mesmo música aquele infeliz escutava.
Pergunto-me então, que raios de bondade ele carregava?
Um dia sem mais nem menos, resolveu por si só, não ajudar uma senhorinha a rua atravessar.
E por mais difícil que tenha sido para ele explicar, lhe sorriu.
Sorriu-lhe a maldade.
Ele então, berrou, gritou...
“Deve ser só um pouquinho psicopata”.
A boa notícia é que ele oscilou.
Brandiu, vibrou, balançou e seu radar moral
De repente se fragmentou.
E de uma hora para a outra, o homem que outrora bondoso, resolveu mentir e com isso uma pequena vantagem ganhou para si.
“A descoberta é intensa, interessante: Será que no fundo não estamos apenas querendo nos sentir melhor?”
Somos todos psicopatas, ou melhor, diga-me se és tu que fazes parte dos pouquíssimos cinco por cento da população em geral que são exemplos morais.
Ele oscila no meio termo, bem como tu oscilas.

Ele era feliz, mentia, sorria, brincava no limite da linha psicótica.



O BLOGUEIRO: Charles Nascimento - escritor caótico autor do livro ETERNO, sem qualquer compromisso com datas, odeia relógio e horários marcados aspirante a jornalista ou quem sabe enfermeiro, dividido por natureza, técnico em enfermagem nas horas vagas, odeia pessoas cem por cento decididas, afinal a dúvida faz parte da natureza humana. Amante de tudo que lhe faz culto, leitor voraz (claro) e apreciador (admirador) de tudo que Clarice Lispector escreveu, em tempos vagos prefere o silêncio do quarto e o som de curtas-metragens, ama um documentário e dorme enquanto assiste entrevistas de grandes pensadores, ouvir pessoas inteligentes a falar é sua principal motivação para continuar, amigos pra mim tem que ser mente aberta, odeia qualquer forma de preconceito ou discriminação, ditadura? Só em livros de história... Prazer, eu!

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Vítima de tumor cerebral sobrevive motivada por músicas de Lady Gaga!

Você não leu errado!

Olá pessoas, hoje é segunda-feira e que tal começarmos a semana com uma notícia um tanto intrigante... Ela não é uma notícia exclusiva, tampouco é uma bomba, mas cá entre nós ela me deixou surpreso. Sempre gostei da Gaga desde Poker Face e Just Dance, fui acompanhando sua carreira álbum a álbum e algumas músicas dela estão sempre coladas ao meu fone de ouvido, por isso achei pertinente sairmos um pouquinho do tema “Livros” e falarmos um pouco sobre Avery Fournier e sua motivação para superar um grave problema... Vem comigo!


Matéria por RDT Lady Gaga

Uma fã sobrevivente de um tumor cerebral, chamada Avery Fournier, não pode enxergar nada que esteja 16 polegadas a frente de seu rosto. A mãe de Avery, Chris Fournier, revelou para o site “The Star” que é o seu maior desejo atualmente É que a filha conheça a diva do POP, cujas canções de autoaceitação ajudaram na recuperação da garota.
“Eu posso imaginar Lady Gaga caminhando na direção de Avery e Avery não conseguir identificar quem é até estar cara a cara com ela”, diz sua mãe.
“Eu fico arrepiada sempre. Isso é tudo que eu posso imaginar. E ela merece, depois de tudo o que passou.”
Avery e Gaga realmente se encontraram, a cantora até publicou uma foto em seu instagram! Imaginem a alegria da menina encontrando aquela que motivou suas forças para continuar a enfrentar seus medos.
Em momentos cruciais durante sua recuperação, Avery ficava com seus fones de ouvido e escutava suas músicas favoritas de Lady Gaga, entre elas “Donatella” e “Bad Romance”.

“Depois de sua cirurgia no hospital ela a ouvia o tempo todo, era sua motivação”, explica Fournier.
“Quando ela teve que tomar algumas medidas, não era eu incentivando, era Gaga. Eu não estou em seu ouvido”, disse Fournier com uma risada.
“Ela tem sido uma grande inspiração para o que ela teve que passar”, diz Fournier.
Avery também achou forças nas mensagens de auto-aceitação e anti-bullying de Lady Gaga com canções como “Born this Way”. Ela se esforça para se ajustar na escola, onde ela tem que ter coisas impressas em tamanho 40 para poder ver.
Fonte: The Star e POPlândia


Abraços e até a próxima! Bjs

terça-feira, 1 de julho de 2014

Demi Lovato - 365 dias do ano...

Staying Strong
Continuando forte, estando forte


Editora: Grupo editorial Record
Selo: Best Seller
Autora: Demi Lovato
Gênero: Autoestima, Técnicas de autoajuda
Tradução: Joana Faro
7ª Edição

Oi gente, tudo bem com vocês? (Ahh, banquei a Sabrina Satto agora) hoje é dia 1º de Julho de 2014 estamos mais próximos do fim do ano (O ano da Copa, das Eleições, das manifestações e das zueiras, afinal de contas estamos falando do BraZil), mas vamos falar do que realmente nos interessa?
#Livros, #Literatura!

O mês mal começou e eu já estou aqui para falar das minhas aquisições (para falar a verdade o livro que vos falo hoje foi comprado no finalzinho do mês passado, mas eu decidi falar dele como se fosse de julho, beleza?) DEMI LOVATO 365 DIAS DO ANO - STAYING STRONG um livro para qualquer tipo de pessoa, principalmente jovens dos 12 ao 25 anos? Não sei, não gosto de definir público para livro ainda mais quando o livro tem a missão não só de passar uma história, fictícia, mas dar técnicas de sobrevivência por assim dizer, como é o caso de Staying Strong.

Para a megaestrela Demi Lovato, a vida tem sido uma jornada - de conquistas impressionantes e perdas arrebatadoras. Cantora recordista de vendas, apresentadora de TV e atriz, ela enfrentou batalhas como a depressão e a dependência, tudo isso sem desistir de encontrar a felicidade e a si mesma. Demi compartilhou sua trajetória na mídia, nas letras de suas músicas e para seus 17 milhões de seguidores no Twitter. Esses tweets resultaram neste livro, uma obra em 365 insights honestos, esperançosos e impactantes. Aqui estão, nas próprias palavras de Demi, as citações que a inspiraram, assim como suas reflexões pessoais e seus objetivos. Livro - Demi Lovato: 365 Dias Do Ano é para todos, em qualquer lugar, que precisem de conforto, inspiração e um motivo a cada dia para serem fortes em sua própria trajetória. 

O livro não tem capítulos, é dividido em 12 meses cada mês contendo os dias relativos a eles, por exemplo, no dia 1º de Julho há a seguinte citação:


Logo abaixo há as palavras da Demi, sua reflexão em relação a esse pensamento e logo abaixo o objetivo para este dia, por exemplo o dia 1º de Janeiro: Para este novo ano, crie um mantra que seja só seu. Todos os dias, olhe-se no espelho e o repita para si mesmo.

Nestes mesmos moldes é formado todo o restante do livro.

Ele tem citações para cada dia do ano. Com qual objetivo, ora bolas? Simplesmente você ter um pensamento motivacional para enfrentar mais um dia de sua vida que imagino eu não seja tão fácil como gostaríamos, lendo pela manhã temos o restante do dia para pensarmos e colocarmos o objetivo em prática, o que não significa que não pode ser lido em outros horários isso depende somente de você.

O livro também é muito bom para quem não tem o hábito de leitura enraizado, ou seja, como cada dia é composto por pensamentos, e algumas poucas outras palavras é muito fácil você conseguir lê-lo por completo em poucos dias (o que vai lhe dar um grato sentimento de realização, afinal de contas é muito bom chegar ao final de um livro).


A cada mês vai aumentando o número de pássaros da tatuagem da Demi, no mês de janeiro há somente um até que em dezembro completa os doze que há na capa.

Use o livro como Diário, use os espaços em branco para falar sobre o seu dia, afinal, ele vai durar um ano!

Essa é minha dica de leitura para o mês de Julho, se gostou compartilhe, me ajude divulgando o blog e assim  novas matérias continuarão surgindo por aqui... Para conhecer mais sobre a vida e a carreira da Demi procure a Wikipédia ou acesse pelo link clicando AQUI



Abraços com letras,
Até a próxima...

                                                                                                          O blogueiro:
Charles Nascimento - escritor caótico autor do livro ETERNO, sem qualquer compromisso com datas, odeia relógio e horários marcados aspirante a jornalista ou quem sabe enfermeiro, dividido por natureza, técnico em enfermagem nas horas vagas, odeia pessoas cem por cento decididas, afinal a dúvida faz parte da natureza humana. Amante de tudo que lhe faz culto, leitor voraz (claro) e apreciador (admirador) de tudo que Clarice Lispector escreveu, em tempos vagos prefere o silêncio do quarto e o som de curtas-metragens, ama um documentário e dorme enquanto assiste entrevistas de grandes pensadores, ouvir pessoas inteligentes a falar é sua principal motivação para continuar, amigos pra mim tem que ser mente aberta, odeia qualquer forma de preconceito ou discriminação, ditadura? Só em livros de história... Prazer, eu!

segunda-feira, 30 de junho de 2014

SEMANA do livro NACIONAL


Você está especialmente convidado!

Bom dia amigos leitores do blog, estou eu aqui nessa segunda, dia 30 de junho de 2014 para convidá-los para um evento super bacana que vai acontecer em Brasília, a Semana do Livro a etapa Brasília acontecerá no dia 26 de julho (mais informações abaixo). 

O projeto Semana do Livro Nacional (SLN) surgiu de uma iniciativa de autores nacionais como forma de pleitear espaço e maior visibilidade no mercado literário brasileiro. Em um cenário onde várias obras estrangeiras são fenômenos de vendas e de popularidade, comprovando que o Brasil é também um país de leitores, o SLN é uma oportunidade de apresentar a esse público leitor às obras de brasileiros e brasileiras talentosos, criativos e apaixonados pela arte de contar histórias. Trata-se, portanto, de um movimento de valorização da produção literária nacional.

Muitos autores bacanas participará do evento, mas esse é um assunto para mais adiante, entretanto posso adiantar que esse blogueiro/autor que vos fala estará sim no evento na companhia do seu livro, o romance ETERNO lançado em junho pela editora Multifoco.

Para mais informações sobre o livro acesse agora mesmo a página do livro no Facebook Eterno.

            Mas, voltando ao assunto SNL, desse modo, uma semana inteira será dedicada às publicações nacionais. Em sua segunda edição, várias cidades do território nacional sediarão eventos ao longo da semana compreendida entre os dias 19 a 27 de julho, com a participação de muitos escritores representantes de variados gêneros literários.

             A Etapa Brasília da Semana do Livro Nacional, que ocorrerá no dia 26 de julho, será organizada pela equipe do blog Academia Literária-DF em parceria com o blog Leitora Sempre, ambos incentivadores da leitura como hábito. Com a participação especialíssima de escritores residentes na própria Capital Federal, a Etapa Brasília promete uma tarde de bate papo animado, sorteio de brindes e sessão de autógrafos. É, portanto, uma oportunidade impar de se deixar inebriar por novos mundos, novas aventuras, histórias apaixonantes, amores e sonhos.

OBJETIVO

Expor a qualidade e a diversidade da produção literária nacional e incentivar os leitores brasileiros a prestigiar as obras Nacionais.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

     Estimular o hábito da leitura;
     Apresentar aos jovens obras com temáticas e linguagem que possa despertar seu interesse;
     Estimular a valorização da produção nacional nos leitores veteranos;
     Abrir espaço para o autor nacional no mercado editorial;
     Divulgar novos talentos da literatura brasileira;
     Fomentar a cultura nacional e local;
     Proporcionar a proximidade entre autor e leitor.

PÚBLICO ALVO

         O evento é destinado a toda e qualquer pessoa que cultive o hábito da leitura. É principalmente também destinado aqueles que ainda não conhecem ou não deram um chance às obras nacionais, quaisquer que sejam os motivos.
            Ou seja, o evento é destinado a você leitor!

DATA E LOCAL

Livraria Cultura Casa Park, 26 de julho de 2014, a partir das 14h00.
            Link do evento: aqui!


Conto com a presença de vocês!
Qualquer dúvidas é só perguntar :p 
Abraços com letras pessoal!

                                                                O blogueiro:
Charles Nascimento - escritor caótico autor do livro ETERNO, sem qualquer compromisso com datas, odeia relógio e horários marcados aspirante a jornalista ou quem sabe enfermeiro, dividido por natureza, técnico em enfermagem nas horas vagas, odeia pessoas cem por cento decididas, afinal a dúvida faz parte da natureza humana. Amante de tudo que lhe faz culto, leitor voraz (claro) e apreciador (admirador) de tudo que Clarice Lispector escreveu, em tempos vagos prefere o silêncio do quarto e o som de curtas-metragens, ama um documentário e dorme enquanto assiste entrevistas de grandes pensadores, ouvir pessoas inteligentes a falar é sua principal motivação para continuar, amigos pra mim tem que ser mente aberta, odeia qualquer forma de preconceito ou discriminação, ditadura? Só em livros de história... Prazer, eu! 

quinta-feira, 26 de junho de 2014

MÚSICA, tem prazo de validade?

20 MÚSICAS
para uma nova era

Texto de: Charles Nascimento


Sempre costumo dizer que os anos de 1960 a 1989 foram os melhores anos no quesito músicas nacionais. O Brasil passava por mudanças significativas e os "jovens" daquela época jamais estiveram tão inspirados, músicas que retratavam a história, o caos, as inverdades, que falavam de ódio, amor e revolução, não deixando para trás a melodia adequada, o tom certo de cada nota...

Sim, aquelas eram músicas de verdade.

Aquelas?

Porque, quando vamos falar de músicas, livros, filmes antigos falamos como se eles deixassem de existir, ou seja, sempre no passado, será que essas artes têm prazo de validade?

"Meus heróis morreram de overdose, meus inimigos estão no poder" quem em sã consciência não se lembra do trecho dessa música? Cazuza, inspirado como sempre compôs IDEOLOGIA em 1988 e ela parece tão, atual? Não é só porque pouca coisa mudou de lá para cá e sim porque música boa nunca deixa de existir, ela continua ali, pedindo para ser escutada, implorando que alguém a relembre.


E falando em Agenor, Cazuza, vulgo Caju e tantos outros nomes que esse poeta adquiriu ao longo dos seus 'poucos' anos de vida, quem não se recorda do trecho que deu nome a música e ao álbum: O tempo não para? Quatro palavras que juntas mexeram com o imaginário de tantas pessoas que a ouviram, e hoje deixamos de escutar essas obras primas pelo simples fato de que são antigas?

Digo que NÃO.

Porque música boa, não tem prazo de validade, aliás como disse Agenor, vale notar que...

"Para mim não existe esta de samba ou rock, existe música boa e música ruim independente do estilo."

Não estou aqui para julgar estilos musicais e gostos, afinal, cada ser humano pensante tem sua tromba de elefante, cada um tem o direito de escolher o que deseja ouvir e o que é para si bom ou ruim, o que quero deixar claro nesse pequeno texto é que em meio a enxurrada de tantos 'novos cantores' que vemos surgir a cada dia é importante tirarmos um tempo para relembrarmos daqueles que tornaram possíveis a vinda desses... Cazuza, Renato Russo, Elis Regina, Cássia Eller e falando dos que ainda estão entre nós, não podemos nos esquecer deles: Caetano Veloso, Maria Betânia, Rita Lee, Chico Buarque...


Cantores que não tiveram medo de dar a cara a tapas num período vergonhoso que demos o título de 'ditadura militar' e que foram lá nos palcos da vida dizer:

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer
- Geraldo Vandré

Podem me prender, podem me bater
Podem até deixar-me sem comer
Que eu não mudo de opinião.
- Nara Leão

Cantores, artistas, poetas que tiveram que se esconder para mostrar que música é bem mais que entretenimento. Mas, o que vemos hoje em dia? Músicas sem letras, vazias de opiniões que servem unicamente para deixar as pessoas ainda mais passivas quanto ao uso do raciocínio. Músicas que expressam sentimentos tortos quanto ao que de fato é amor, que em sua maioria ressaltam apenas: sexo e traição.

Eu não tenho carro, não tenho teto
E se ficar comigo é porque gosta
Do meu ranranranranranranran lepo lepo
- Psirico


Daí eu me vejo em meio a pergunta: "Como essas músicas serão vistas, 10, 20 anos a frente?" como um movimento da grande massa, do momento em que a classe C emergia? Bem, não sei, até porque é dificil falarmos do futuro, mas ainda lembrando da frase do grande Cazuza: "Para mim não existe esta de samba ou rock, existe música boa e música ruim independente do estilo." e essas PARA MINHA PESSOA são músicas ruins com fases que ao mesmo tempo em que é sucesso é esquecida...

Mão na cabeça que vai começar...
O rebolation...

Está ai algo que não me deixa mentir, febre em 2009 e quem tem algo a dizer sobre essa música, além de que fomos invadidos durante meses com uma letra sem sentido que só teve como finalidade animar pessoas em uma festa chamada Carnaval?


Música, definitivamente, não tem prazo de validade, elas continuam a existir independentemente da vida ou morte dos seus interpretes, agora a música pode sim SER LEMBRADA ou facilmente ESQUECIDA.

Isso vai depender unicamente dos seus elementos básicos e como prometido lá em cima, vai uma listinha de 20 MÚSICAS para uma NOVA ERA:

1. Ideologia - Cazuza
2. Opinião - Nara Leão
3. O tempo não para - Cazuza
4. Apesar de você - Chico Buarque
5. Tiro ao Álvaro - Elis Regina
6. O Segundo Sol - Cássia Eller
7. E.C.T - Cássia Eller
8. Homem com H - Ney Matogrosso
9. Poema - Ney Matogrosso
10.  Blues da Piedade - Cazuza
11. O nosso amor a gente inventa (estória romântica) - Cazuza
12. All Star - Cássia Eller
13. A Carne - Elza Soares
14. A Tonga da Mironga do Kabuletê - por Elza Soares
15. Cheiro de Amor - Maria Bethânia
16. Pra não dizer que não falei das flores - por Geraldo Vandré
17. Metamorfose - Zé Ramalho
18. Sozinho - Caetano Veloso
19. João e Maria - Chico Buarque
20. Domingo no Parque - Gilberto Gil e os Mutantes

>> Essas músicas são facilmente encontradas no Youtube ou no álbum Novo Millennium em CD com preços bem mais acessíveis e originais hein ;)

Espero que tenham gostado pessoal :) #Fui #AtéAPróxima


O blogueiro:
Charles Nascimento - escritor caótico autor do livro ETERNO, sem qualquer compromisso com datas, odeia relógio e horários marcados aspirante a jornalista ou quem sabe enfermeiro, dividido por natureza, técnico em enfermagem nas horas vagas, odeia pessoas cem por cento decididas, afinal a dúvida faz parte da natureza humana. Amante de tudo que lhe faz culto, leitor voraz (claro) e apreciador (admirador) de tudo que Clarice Lispector escreveu, em tempos vagos prefere o silêncio do quarto e o som de curtas-metragens, ama um documentário e dorme enquanto assiste entrevistas de grandes pensadores, ouvir pessoas inteligentes a falar é sua principal motivação para continuar, amigos pra mim tem que ser mente aberta, odeia qualquer forma de preconceito ou discriminação, ditadura? Só em livros de história... Prazer, eu! 

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Entrevista com a autora ELYSANNA LOUZADA

Perguntas por CHARLES NASCIMENTO

foto: facebook oficial da autora.
E então? Acharam mesmo que esse blogueiro que vos fala abandou o oficio da escrita? Engano seu amigo e amiga leitor (a) primeiramente gostaria de pedir desculpas pelos meses que deixei meu blog parado, mas isso tem um motivo (válido) o lançamento do meu livro Eterno, o qual estou preparando um especial aqui para o blog, estudos (afinal de contas isso é muito importante) carreira profissional (é, blogueiros também precisam se sustentar ha) e outras tantas coisas mais, mas vamos falar de coisa boa... A prometida entrevista com a autora Elysanna Louzada, gente ela é um amor de pessoa e você percebe isso quando para e ler as respostas que ela gentilmente me concedeu, então pare o que está fazendo e venha comigo para mais uma super entrevista do nosso blog...

Primeiramente é um prazer tê-la aqui em nosso cantinho e gostaria de agradecer ao privilegio que estou tendo em entrevistá-la...

foto: facebook oficial da autora

Elysanna C. Louzada A. Cypriano ou simplesmente Elysanna Louzada estreou no mercado Literário em 2011 têm quatro livros publicados, dois desses compõe a trilogia Herdeiros do Trono, em junho lançou seu quinto livro o e-book Uma Lição de Amor que terá lançamento físico em agosto de 2014, em dezembro desse mesmo ano ela lançará sua sexta obra, o livro Grandes Histórias das Bíblia pela editora: Seleções. Uma autora que deve escrever até com os pés (risos) atualmente mora em Vargem Alta interior do Espírito Santo e é com essa “poderosa das letras que vamos dar sequência a série de entrevistas do blog” que já conta com a entrevista da também autora Cristiane Broca.

Quem é Elysanna Louzada no dia a dia?
Eu sou uma pessoa simples e caseira que gosta de ler (claro!), cozinhar e assistir a bons filmes com a família.

Você é formada em Letras, por isso podemos dizer que você já tinha um pé na literatura, mas como se deu esse começo como autora?
O começo foi com meu livro Infantil Eu sou O Galo que publiquei em 2011 como um teste para saber se eu era de fato uma boa contadora de histórias.

Porque começar com um livro infantil, “Eu sou o Galo” da Scortecci Editora?
Bem, esse filho foi inspirado em minha experiência de mãe. Quando comecei a escrevê-lo meu filho tina 8 anos e minha filha 6, então essa primeira obra foi dedicada a eles.

Como foi participar da coletânea de contos AMORES IMPOSSÍVEIS, organizado pela também autora Lycia Barros?
Foi ótimo. Lycia Barros é uma pessoa incrível e estou muito feliz de fazer parte do Ases da Literatura.

Nota: ASES DA LITERATURA é um selo editorial.

Poderia nos dar uma prévia do seu conto nesse livro?
Meu conto Andorinha é uma linda história de amor que acabou de se tornar um romance intitulado Uma Lição de Amor e será lançado em breve.

E como veio a ideia para Herdeiros do Trono?
Ela não veio inteira, mas aos poucos. Foi como montar um quebra-cabeça até chegar à estrutura final que receberia a trama propriamente dita. Eu tenho um vasto material que compõe a narrativa, mas que não aparece nos livros. Esse material é meu guia, minha linha mestra. Da mesma forma que as atitudes dos personagens precisam se condizentes com sua personalidade, acontecimentos também estão intimamente ligados à estrutura geopolítica do mundo no qual se desenrolam.

Em uma entrevista ouvi dizer que na Bienal do Livro no Rio de Janeiro em 2013, você distribuiu 800 quots do primeiro capítulo, como está à aceitação do livro hoje?
Tanto o Herdeiros do Trono quanto o Círculo de Fogo estão caindo nas graças dos leitores, graças a Deus.

E o segundo livro CÍRCULO DE FOGO o que os leitores podem esperar e como foi escrever a continuação?
Os leitores podem esperar grandes reviravoltas, muita ação e uma pitada generosa de romantismo, além de lutas de espadas que irão arrancar o sangue (literalmente) de alguns protagonistas.

Agora a pergunta que não pode faltar (risos) como é sua rotina quando está escrevendo?
O processo de escrita de um livro exige muito do autor, sobretudo, paciência e dedicação. Quando estou trabalhando em um novo projeto escrevo, em média, quatro horas por dia (inclusive sábado e domingo). Mas isso pode variar para mais se estiver em processo de revisão.

E suas referências Elysanna, quem são os seus autores favoritos?
Autores favoritos é uma questão complicada, pois sou uma leitora eclética. Vou citar somente quatro que fizeram parte da minha formação literária: Monteiro Lobato, Jane Austen, Machado de Assis e Graciliano Ramos.
Acho que todos deveriam ler Dom Casmurro, sou completamente fascinada pela personagem Capitu. Também indico Vidas Secas, que é um belíssimo romance atemporal que retrata o nordeste brasileiro, e Orgulho e Preconceito.
E sobre seus dois novos projetos, além do terceiro volume de Herdeiros do Trono pode adiantar alguma coisa?
Bem, meus projetos atuais são o lançamento do romance Uma Lição de Amor (Ebook sai em junho e físico em agosto) e a finalização da trilogia Herdeiros do Trono. O terceiros volume sai no início de 2015.

Rapidinhas:

O” livro: Orgulho e Preconceito
 “A” autora: Jane Austen
Um lugar: Minha casa
Um sonho: só um? (risos) Um deles é conhecer alguns países africanos
A literatura nacional hoje... Está em ascensão

Muito obrigado pelas suas respostas Elysanna desejo muito sucesso para Círculo de Fogo e para sua carreira em geral...

Abraços
Charles Letrando!

O blogueiro:
Charles Nascimento - escritor caótico autor do livro ETERNO, sem qualquer compromisso com datas, odeia relógio e horários marcados aspirante a jornalista ou quem sabe enfermeiro, dividido por natureza, técnico em enfermagem nas horas vagas, odeia pessoas cem por cento decididas, afinal a dúvida faz parte da natureza humana. Amante de tudo que lhe faz culto, leitor voraz (claro) e apreciador (admirador) de tudo que Clarice Lispector escreveu, em tempos vagos prefere o silêncio do quarto e o som de curtas-metragens, ama um documentário e dorme enquanto assiste entrevistas de grandes pensadores, ouvir pessoas inteligentes a falar é sua principal motivação para continuar, amigos pra mim tem que ser mente aberta, odeia qualquer forma de preconceito ou discriminação, ditadura? Só em livros de história... Prazer, eu!

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